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Crítica: Pânico (2022) homenageia original e abre caminho para nova geração

Reboots, sequências, “requels”… todas elas são difíceis de executar bem. Todos querem algo diferente, e se esses desejos não forem atendidos, as coisas podem ficar agitadas entre os fãs. O novo Pânico chega para gargalhar na cara dos fãs que desdenham de sequências que tentam reinventar uma franquia — e, talvez, alguns fiquem bravos com isso. Mas é difícil ficar com raiva quando o filme é tão bom como este.

O retorno a Woodsboro é sangrento. Se você está aí pensando “claro que é! É um filme slasher”, eu entendo. Mas entenda também que Pânico sempre leva a violência a um próximo nível. Desde o primeiro filme que Pânico não era tão cruel com as mortes. Cada uma das mutilações e mortes horríveis é bem merecida, e o Ghostface está mais astuto do que nunca ao abrir caminho por meio das vítimas.

Quando Wes Craven morreu em 2015, muitos questionaram se algum dia veríamos um novo filme de Pânico. Talvez um número considerável dessas pessoas pensasse que definitivamente não deveríamos ter outro filme. Mas o DNA de sua franquia está em sua plenitude aqui, e talvez não houvesse equipe melhor para assumir as funções de direção do que Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. A reverência deles por Pânico é evidente, mas este novo capítulo também consegue ser uma adição completamente única. Os roteiristas James Vanderbilt e Guy Busick criaram diálogos de alto nível para todo o elenco, com falas dos gêmeos Meeks-Martin tendo um destaque particular.

Se você já viu algum dos filmes anteriores, já deve saber que Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox sempre voltam como Sidney, Dewey e Gale. Enquanto os três originais entregam tudo com o material novo que recebem (incluindo algumas novas direções de personagens), é o novo elenco que faz a maior parte do trabalho pesado aqui.

Embora o conceito de inaugurar uma nova geração seja muitas vezes o objetivo desses tipos de filmes, nem sempre é bem executado. Você não precisa se preocupar com isso com Pânico, porém. Melissa Barrera e Jenna Ortega são incrivelmente críveis como as irmãs Carpenter, e você vai torcer por elas, não importa a quantidade de tempo de tela que elas tenham.

Mason Gooding é uma adição divertida como Chad Meeks-Martin, mas o momento é mesmo de Jasmin Savoy Brown. Seja como uma das personagens mais cativantes de Yellowjackets ou como Mindy Meeks-Martin em Pânico, ela está redefinindo o significado de Scream Queen (Rainha do Grito) em todos os papéis que assume. E quanto a Jack Quaid? Claro que Jack Quaid está ótimo. Ele é hilário e charmoso como sempre.

O que estou tentando dizer é que não á uma performance ruim sequer neste novo Pânico!

Ser meta — isto é, usar e abusar da metalinguagem — está em alta agora (especialmente depois de Matrix Resurrections), mas realmente não há ninguém que o faça como a franquia Pânico. Tá, você também, Deadpool.

O novo Pânico se aprofunda mais nos comentários-meta do que seus antecessores, mas de uma maneira que funciona — todas as vezes. Como você deve ter percebido no primeiro parágrafo, este filme não mede esforços quando se trata de zombar do fandom tóxico. Ele está aqui para punir qualquer um que já ameaçou um criador por causa de arte — e cada segundo é delicioso. Às vezes, ele é desajeitado? Talvez. Mas ainda funciona.

Talvez o aspecto mais bem-sucedido – e certamente o mais impressionante – deste novo filme é que ele deixa você animado para um futuro que pode nem exigir o envolvimento de Sidney Prescott.

Ninguém quer ver nenhum dos Big 3 ir embora, e o destino final deles fica para o espectador conferir no filme, mas Pânico realiza a tarefa quase impossível de lançar as bases para um futuro que pode ser completamente removido de seus principais jogadores originais de uma forma que o público ainda pode ficar animado.

O mais novo capítulo de Pânico combina habilmente a reverência pelo material original enquanto cria algo que parece quase completamente novo. Todas as performances são perfeitas à medida que a nova geração de adolescentes de Woodsboro adentra em seu futuro, as mortes são terríveis e nenhum fandom tóxico é deixado de lado.

Fonte: IGN Brasil

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